O que é a Comunicação Não Violenta e como ela pode te ajudar

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Olá leitores! Neste artigo de hoje você vai conhecer um conceito que vem ganhando força aqui no Brasil. É a Comunicação Não Violenta, introduzida aqui no país pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg. 

Mas antes de começarmos a falar sobre o assunto, uma pergunta: você, aí do outro lado, teve alguma conversa difícil recentemente com o seu chefe, seus colegas de trabalho, familiares ou amigos? Aquela conversa que tinha tudo para seguir por um caminho, mas acabou tomando um rumo completamente diferente? Um querendo culpar ou julgar o outro por alguma coisa que, no fim das contas, acabou ganhando mais dimensão do que realmente tem? Um diálogo que, na verdade, parecia um jogo de culpados e inocentes extremamente desgastante?

Bem, nem preciso te conhecer para afirmar, com toda certeza, que SIM, você também se envolve em conversas difíceis que muitas vezes só te fazem ter reações repetitivas e automáticas e adotar a postura defensiva e a resistência. Pois é….E se eu te falar que a Comunicação Não Violenta é um dos caminhos possíveis para quem quer ter conversas melhores e aprimorar relacionamentos, seja na vida pessoal ou profissional?

Mas… Para começo de conversa, o que é Comunicação Não Violenta?  

A Comunicação Não Violenta é uma abordagem baseada em habilidades de linguagem e comunicação. A chamada CNV foi desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg  para auxiliar as pessoas a mudarem a maneira pelo qual se expressam e ouvem os outros, aprimorando seus relacionamentos na vida pessoal e profissional.

O conceito não está ligado à violência física em nossas conversas/relacionamentos, mas à toda e qualquer violência verbal capaz de gerar dor e mágoa para a vida das pessoas. É aquela violência silenciosa que, muitas vezes, agride com a mesma intensidade do que um soco ou um tapa na cara.

Na animação a seguir, você vai entender melhor o que falamos até agora. O vídeo foi divulgado originalmente no canal CNV em Rede, no Youtube. 

Os 4 componentes da Comunicação Não Violenta

Agora que você já passou pela parte conceitual, vamos avançar mais um pouco e falar sobre cada um dos componentes da Comunicação Não Violenta ou, simplesmente, CNV. São eles:

1 – Observação 

O primeiro passo é observar o que está acontecendo, de fato, em uma situação, sem nenhum julgamento ou avaliação. Exemplo: o seu chefe gritou com você na frente dos seus colegas durante a reunião. Esse é fato. Quando você julga ou avalia o que aconteceu, diz coisas do tipo: meu chefe foi o maior grosseirão e me expôs diante de todos os colegas sem o menor tato. Esse é o seu julgamento. Você é quem diz que foi assim. O fato não é esse! Entende a diferença?

2 – Sentimento

O segundo passo é identificar o que você sente ao observar aquela situação. Mágoa? Raiva? Irritação? – Esses são apenas alguns exemplos de sentimentos que podem descrever o que você sentiu depois que o seu chefe gritou com você na frente dos colegas durante a reunião. Nessa etapa é importante não confundir sentimentos reais com não-sentimentos, que tem a ver com a maneira como nós achamos que os outros reagem ou se comportam a nosso respeito. Exemplo: Eu me senti maltratada quando o meu chefe gritou comigo na frente dos colegas durante a reunião trata-se de um não-sentimento. Você acha que ele te maltratou, mas “maltratado” é uma interpretação pessoal das ações dos outros e não a maneira como você está se sentindo. Daí a importância de expressar o sentimento real por trás do que aconteceu. É irritação? É raiva? É surpresa? É rejeição? O que é, afinal?

3 – Necessidade

O passo seguinte é identificar qual a necessidade por trás do seu sentimento. Simples assim: estou me sentindo magoada porque eu gostaria que o meu chefe reconhecesse o meu esforço ao longo de todo esse projeto. A sua necessidade não atendida foi a de RECONHECIMENTO. Viu como funciona? É importante identificá-la para que você possa expressá-la claramente à outra parte, em vez de ignorá-la para agradar ou por qualquer outro motivo. E à medida em que você expressa suas necessidades com clareza, são maiores as chances delas serem atendidas.

4 – Pedido

Por fim, depois de expressar a sua necessidade, é preciso deixar claro qual é o seu pedido para a outra parte. “Ahn,como assim?”. Calma, eu explico: devemos fazer um pedido específico para que o outro tome uma ação CONCRETA que satisfaça a nossa necessidade não atendida. Agora um exemplo para ficar mais prático: “Filho, ontem você não arrumou o seu quarto e eu precisei fazer essa tarefa no seu lugar. Me senti frustrada por isso, porque pra mim é importante que você cumpra o nosso combinado. Poderia parar agora o que está fazendo e ir arrumar o seu quarto, como combinamos?”. Nesse exemplo nós vimos todos os componentes da CNV colocados em prática: observação, sentimento, necessidade e pedido.

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Para aprofundar na Comunicação Não Violenta

Neste artigo você aprendeu o que é a Comunicação Não Violenta e quais são os 4 componentes da CNV. Com esse aprendizado você terá capacidade de avançar um pouco mais nos estudos sobre Comunicação Não Violenta. Se esse for realmente o seu interesse, sugiro que leia o livro abaixo do Marshall Rosenberg.

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Depois, para continuar se aprofundando na CNV, a minha recomendação é que faça um curso online ou participe de algum workshop. Aqui no Brasil a Carolina Nalon é uma das maiores referências quando o assunto é Comunicação Não Violenta. Ela, inclusive, tem um curso chamado Caminho da Comunicação Autêntica que é para quem já tem conhecimento básico na CNV e deseja aprofundar. Se quiser informações sobre o curso, não deixe de ler esta resenha aqui. 

Espero que o artigo tenha sido útil! Até o próximo!

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